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Quanto gasta uma placa de indução?

A placa de indução assusta pela potência que traz na chapa — 3700 ou 4600 W — mas essa é a potência máxima, e cozinhar não é ter tudo no máximo. O gasto real depende dos minutos em que está mesmo a aquecer, e é aí que não há dados portugueses. O que a indução tem de particular não é o consumo anual: é o pico, que pode obrigar a subir a potência contratada.

Valor por confirmar: Não encontrámos uma fonte oficial para o consumo típico deste aparelho, por isso o valor por omissão é indicativo. Se souber a potência do seu, ponha-a na calculadora — o resultado passa a ser seu, não nosso.

Valor por confirmar: Os valores de utilização por omissão são hipóteses nossas. Não existe qualquer fonte credível — DECO, ADENE, INE ou outra — que publique quantas horas por dia se cozinha em Portugal, nem quanta energia leva uma refeição. O regulamento europeu só normaliza a energia por quilo de água aquecida em laboratório, que não se converte numa refeição real. As potências são reais e confirmadas em fichas de fabricante; o total anual é uma estimativa. Ajuste as horas ao seu caso.

Calcule o seu caso

Atualizado a 15 de julho de 2026
W

Não é a potência máxima da placa, é a das zonas que estão a trabalhar. Na ficha da Bosch PUC611BB5E, a zona de 24 cm dá 2200 W (3700 W em booster), a de 18 cm dá 1800 W e a de 14,5 cm dá 1400 W. Os 2000 W por omissão representam uma ou duas zonas em uso normal. E lembre-se: a indução modula — no nível 5 de 9, uma zona de 2000 W não puxa 2000 W.

h

Hipótese nossa, e é o campo mais frágil desta página. Conte o tempo efetivo a aquecer, não o tempo que passa na cozinha: 30 minutos por dia é uma refeição quente típica. Não há fonte portuguesa para este número — os cálculos que circulam com '2 horas por dia' são exemplos aritméticos de páginas comerciais, não medições.

dias

Cozinha-se quase todos os dias, daí os 350. Baixe se come fora com frequência.

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€/kWh sem IVA

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Placa de indução custa-lhe

€/ano

kWh por ano · €/mês · por dia de uso

Comparação a preços da tarifa regulada da ERSE. Não mostramos aqui uma "média do mercado livre" porque ela não existe: a ERSE não publica esse número. O que existe são ofertas concretas, melhores e piores que a regulada — é isso que comparamos.

Quanto gasta placa de indução, em números

A linha destacada é o cenário típico. Se o seu uso for diferente, procure a linha que se parece consigo — ou mexa na calculadora acima.

Placa de indução de 2000 W, 350 dias por ano, à tarifa regulada de 0,1654 €/kWh com IVA incluído.
Uso Consumo Por mês Por ano
1 h por dia 700 kWh/ano 10,23 € 123 €
2 h por dia 1400 kWh/ano 20,45 € 245 €
4 h por dia 2800 kWh/ano 41,77 € 501 €
6 h por dia 4200 kWh/ano 65,50 € 786 €
8 h por dia 5600 kWh/ano 89,24 € 1071 €
12 h por dia 8400 kWh/ano 136,71 € 1640 €

Confirmámos o número

Não foi possível cruzar o resultado por omissão com uma fonte independente, e daí o VERIFICAR. O que existe de sólido é a eficiência do aparelho: a ficha da Miele declara 171,6 Wh por quilo de água aquecida, contra os 195 Wh/kg que o regulamento europeu permite — mas é um ensaio de laboratório com água, que não se traduz numa refeição. O que não existe é qualquer medição de quanto tempo se cozinha em Portugal. Os 350 kWh/ano por omissão (cerca de 70 €) saem de potências confirmadas multiplicadas por hipóteses nossas. O dado verdadeiramente útil desta página não é o consumo anual, é a potência de pico — ver a FAQ sobre a potência contratada.

Perguntas frequentes

Preciso de aumentar a potência contratada por causa da placa de indução?

É a pergunta certa a fazer, e muitas vezes a resposta é sim. A ficha da Bosch PUC611BB5E declara 4600 W de potência total ligada; uma placa pequena de duas zonas já pede 3700 W. Só a placa no máximo come mais de metade de um contrato de 6,9 kVA — junte o forno e o termoacumulador e o disjuntor dispara. Repare num pormenor que ajuda: a potência total ligada (4600 W) é menor do que a soma das zonas (5400 W), porque a placa reparte a potência entre zonas em vez de as deixar todas no máximo ao mesmo tempo. Antes de mudar de escalão, faça as contas com o simulador de potência contratada — subir de escalão paga-se todos os dias do ano, use-se a placa ou não.

A placa de indução gasta mais que a vitrocerâmica ou o gás?

Menos que a vitrocerâmica, para o mesmo cozinhado. A indução aquece o tacho diretamente por campo magnético, em vez de aquecer uma placa que depois aquece o tacho — perde-se muito menos calor pelo caminho, e o regulamento europeu impõe a ambas o mesmo limite de 195 Wh/kg, que a indução cumpre com folga (171,6 Wh/kg na ficha da Miele). Contra o gás a comparação já não é direta: são energias com preços por kWh diferentes, e depende do que paga pela botija ou pelo gás canalizado. O que a indução tem contra si não é o consumo, é o pico de potência.

Quanto gasta uma placa de indução por mês?

Com os valores por omissão — 2000 W durante 30 minutos efetivos por dia — dá cerca de 29 kWh por mês, uns 6 € a 0,20 €/kWh, ou 70 € por ano. Diga-se com clareza: este número é uma estimativa nossa, porque ninguém publica quanto tempo se cozinha. Se cozinha para uma família todos os dias, ponha uma hora e o valor duplica. O que pode confirmar é a potência das suas zonas, na ficha do aparelho.

O booster gasta muito?

Gasta muito por minuto e pouco por mês, porque dura pouco. O booster leva a zona de 24 cm dos 2200 W aos 3700 W — quase 70 % mais — para pôr água a ferver mais depressa. Como só o usa dois ou três minutos, a energia total até sai a ganhar: aquece mais rápido, logo durante menos tempo. O problema do booster não é a fatura ao fim do mês, é o disjuntor no momento: 3700 W numa zona só, com o forno ligado, chegam para deixar a casa às escuras se a potência contratada for curta.

Esta página tem ligações de afiliado. Se mudar de tarifa através delas, recebemos uma comissão do comercializador — sem qualquer custo acrescido para si. Isso não altera os cálculos nem a ordem das comparações.

Outros aparelhos

O mesmo cálculo, para o resto da casa.

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