Simulador de eletricidade
Dois números da sua fatura — o consumo e a potência — e vê quanto paga por ano, rubrica a rubrica, com o IVA certo em cada uma. Sem registo, sem e-mail, sem telefonema a seguir.
Quanto paga por ano?
Atualizado a 15 de julho de 2026Está na fatura. Se só tiver a de um mês, multiplique por 12 — chega para esta decisão.
Está na fatura, na linha do termo de potência. Não sabe se é a certa? Dimensione-a aqui.
Não sabe qual lhe compensa? Essa decisão tem simulador próprio — aqui só precisa da que tem hoje.
A fatia que gasta de madrugada e ao fim da noite.
São 2,85 €/mês + IVA que aparecem na fatura da luz mas não são eletricidade — é a RTP. Paga-a com qualquer comercializador.
Custo estimado
– €/ano
–
A sua fatura, rubrica a rubrica
| Rubrica | Sem IVA | IVA | Total |
|---|
As ofertas que conhecemos
Ainda só temos uma tarifa para comparar:
Este comparador lê as ofertas de ofertas.json e, de momento, só lá
está a tarifa regulada. Não conseguimos confirmar os preços das
ofertas comerciais (EDP Comercial, Galp, Iberdrola, Endesa, Repsol…) numa fonte
citável e com data — e não inventamos preços de empresas reais.
Até lá, o simulador serve para perceber a sua fatura e a conta é fiável; para
comparar todas as ofertas do mercado hoje, use o
simulador oficial da ERSE.
Quanto custa a eletricidade, por consumo
A tabela é o mesmo cálculo do simulador para os consumos mais comuns, na tarifa regulada simples a 6,9 kVA. Repare na última coluna: quanto menos gasta, maior a fatia da fatura que é termo de potência — dinheiro que paga por ter a ligação, gaste ou não gaste. É por isso que quem gasta pouco poupa mais a baixar a potência do que a trocar de tarifa.
| Consumo | Por ano | Por mês | Energia | Termo de potência |
|---|---|---|---|---|
| 1500 kWh | 466,90 € | 38,91 € | 262,99 € | 164,27 € (35 %) |
| 2500 kWh | 645,33 € | 53,78 € | 440,18 € | 164,27 € (25 %) |
| 3500 kWh | 850,01 € | 70,83 € | 643,63 € | 164,27 € (19 %) |
| 5000 kWh | 1157,01 € | 96,42 € | 948,79 € | 164,27 € (14 %) |
Como é feita a conta
A fatura da luz não é um número: são rubricas, e cada uma tem o seu IVA. O motor soma-as pela mesma ordem que o seu comercializador:
- Termo de potência — €/dia × 365. Paga-o todos os dias do ano, esteja em casa ou de férias. Só depende dos kVA que contratou. Aparece em duas linhas porque leva dois IVA: a componente de acesso às redes e o resto.
- Energia — kWh × preço. Na bi-horária são duas linhas, vazio e fora de vazio, cada uma ao seu preço.
- Imposto Especial de Consumo — 1,00 €/MWh sobre cada kWh. Pequeno, mas está lá.
- Taxa DGEG e Contribuição Audiovisual — valores fixos mensais, com taxas de IVA diferentes uma da outra.
- IVA — aplicado por rubrica, não no fim.
O IVA é onde toda a gente se engana
Não há uma taxa de IVA na eletricidade: há duas verbas do Código do IVA, independentes uma da outra, e é por isso que a sua fatura tem linhas a 6 % e linhas a 23 % ao mesmo tempo.
- Verba 2.33 — 6 % sobre a componente fixa das tarifas de acesso às redes, só até 3,45 kVA. Atenção à armadilha: cobre só essa componente, não o termo de potência inteiro. O resto do termo de potência leva 23 % em todos os escalões, incluindo os de 1,15 e 2,3 kVA.
- Verba 2.38 — 6 % sobre a energia, até 6,9 kVA e até aos primeiros 200 kWh por cada 30 dias (2433 kWh por ano; 300 por 30 dias para agregados de 5 ou mais pessoas). O que passar do limiar leva 23 %. Deixou de ser temporária: a Lei n.º 38/2024 tirou-lhe a data de fim.
Como são independentes, uma casa de 6,9 kVA tem a energia a 6 % nos primeiros 200 kWh mas toda a potência a 23 %. Uma de 3,45 kVA tem as duas coisas. Por isso o motor calcula o IVA rubrica a rubrica, e na bi-horária ainda reparte o limiar entre o vazio e o fora de vazio em proporção ao que gasta em cada um — que é exatamente o que o seu comercializador faz.
As fórmulas e as fontes de cada parâmetro estão em metodologia. O que muda ao trocar de tarifa é a rubrica da energia — e, nalgumas ofertas, o termo de potência. O resto da fatura é igual em qualquer comercializador.
As outras duas decisões
Esta página responde a uma pergunta: que tarifa do mercado lhe fica melhor. Há outras duas que mexem na fatura, e cada uma tem a sua ferramenta porque são decisões diferentes:
Perguntas frequentes
Que dados preciso para simular?
Dois números que estão os dois na sua fatura: o consumo (em kWh, por ano — se só tiver o de um mês, multiplique por 12, chega perfeitamente) e a potência contratada (em kVA: 3,45, 4,6, 5,75 ou 6,9 na maioria das casas). Não precisa de dar o nome, o e-mail nem o número de contribuinte: este simulador não recolhe nada.
Em que é que este simulador é diferente do da ERSE?
O da ERSE é a referência oficial e tem todas as ofertas do mercado comunicadas pelos comercializadores — é obrigatório consultá-lo antes de assinar seja o que for. Aqui a diferença é a explicação: mostramos a conta rubrica a rubrica, com o IVA de cada uma, e dizemos que parte da fatura é que a mudança de tarifa mexe e qual é que não mexe. Um simulador que só cospe um número não lhe ensina nada sobre a sua fatura.
Porque é que a minha fatura tem linhas a 6 % e linhas a 23 % de IVA?
Porque não existe uma taxa de IVA da eletricidade: existem duas verbas do Código do IVA, independentes uma da outra. A verba 2.33 põe a 6 % a componente fixa das tarifas de acesso às redes, mas só até 3,45 kVA e só essa componente — o resto do termo de potência leva 23 % em todos os escalões. A verba 2.38 põe a 6 % a energia, até 6,9 kVA e até aos primeiros 200 kWh por cada 30 dias (300 se o agregado tiver 5 ou mais pessoas); o que passar disso leva 23 %. Como são independentes, uma casa de 6,9 kVA tem a energia a 6 % no início e toda a potência a 23 %. Somar tudo e aplicar 23 % no fim dá um número errado.
Mudar de comercializador dá muito trabalho?
Não. Não há obra, não há troca de contador e não fica sem luz um minuto: a rede é a mesma (é da E-Redes), só muda quem lhe passa a fatura. O novo comercializador trata da mudança. As duas coisas a confirmar antes de assinar são o período de permanência e se o preço anunciado depende de débito direto ou de fatura eletrónica.
A tarifa mais barata do kWh é sempre a melhor escolha?
Não, e é o erro mais comum. A fatura tem duas metades: a energia (kWh × preço) e o termo de potência (€/dia, que paga esteja em casa ou de férias). Uma oferta com o kWh baratíssimo e o termo de potência caro pode sair-lhe mais cara se gastar pouco. É por isso que este simulador soma sempre as duas metades em vez de comparar só o preço do kWh.
Vale a pena mudar de tarifa se gasto pouco?
Quanto menos gasta, menos pesa a energia e mais pesa o termo de potência — e o termo de potência quase não varia entre ofertas. Numa casa de 1.500 kWh/ano a diferença entre a melhor e a pior oferta é de poucos euros por mês. Nesse caso a decisão que lhe poupa mais dinheiro não é a tarifa: é baixar a potência contratada, se estiver sobredimensionada.
Fontes
- ERSE — Simulador e Comparador de Ofertas Comerciais (referência oficial) — consultado a 15 de julho de 2026
- ERSE — Tarifas e preços de eletricidade — consultado a 15 de julho de 2026
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